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	<title>Arquivo para diálogo - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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	<title>Arquivo para diálogo - Só Sergipe</title>
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	<item>
		<title>Belivaldo e mais 13 governadores pedem revogação do decreto das armas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2019 21:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Catorze, dos 27 governadores brasileiros, entre eles o de Sergipe, Belivaldo Chagas, assinaram uma carta e enviaram ao presidente Jair Bolsonaro, pedindo, imediatamente, a revogação do decreto das armas. Eles também pedem que “os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União atuem tanto para sua imediata revogação, como para o avanço de uma efetiva política [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Catorze, dos 27 governadores brasileiros, entre eles o de Sergipe, Belivaldo Chagas, assinaram uma carta e enviaram ao presidente Jair Bolsonaro, pedindo, imediatamente, a revogação do decreto das armas.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles também pedem que “os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União atuem tanto para sua imediata revogação, como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no País”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governadores entendem que a decisão do presidente não vai diminuir a violência no país. &#8220;Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência &#8211;aumentando, por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos&#8211; e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Leia a íntegra da carta:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Carta dos Governadores sobre o Decreto Presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e a Regulação Responsável de Armas e Munições no País</p>
<p style="text-align: justify;">Como governadores de diferentes estados do país, manifestamos nossa preocupação com a flexibilização da atual legislação de controle de armas e munições em razão do decreto presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda a sua existência, desde sua produção. Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime. Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante deste cenário, e a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência &#8211; aumentando, por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos &#8211; e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.</p>
<p style="text-align: justify;">As soluções para reverter o cenário de violência e insegurança no país serão fortalecidas com a coordenação de esforços da União, Estados e Municípios para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e para implementar o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, fortalecendo a prevenção focalizada nas populações e territórios mais afetados pela violência e a repressão qualificada da criminalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Reforçamos nosso compromisso com o diálogo e com a melhoria da segurança pública do país. Juntos, podemos construir um Brasil seguro para as atuais e futuras gerações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Governadores que assinaram a carta</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal</p>
<p style="text-align: justify;"> Flávio Dino (PCdoB),  governador do Maranhão</p>
<p style="text-align: justify;">Wellington Dias (PT), governador do Piauí</p>
<p style="text-align: justify;"> Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco</p>
<p style="text-align: justify;"> Camilo Santana (PT), governador do Ceará</p>
<p style="text-align: justify;">João Azevedo (PSB), governador da Paraíba</p>
<p style="text-align: justify;">Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo</p>
<p style="text-align: justify;">Rui Costa (PT), governador da Bahia</p>
<p style="text-align: justify;"> Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte</p>
<p style="text-align: justify;">Renan Filho (MDB), governador do Alagoas</p>
<p style="text-align: justify;">Belivaldo Chagas (MDB), governador de Sergipe</p>
<p style="text-align: justify;">Waldez Góes (PDT), governador do Amapá</p>
<p style="text-align: justify;">Mauro Carlesse (PHS), governador do Tocantins</p>
<p> Helder Barbalho (MDB), governador do Pará.</p>
<p><strong>[/box]</strong></p>
<p>Com informações do UOL</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Empresários paranaenses querem investir em Sergipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 11:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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		<category><![CDATA[empresários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um grupo de 10 empresários de Londrina, no Paraná, de diversos segmentos, como telemarketing, construção civil, turismo, produção de coco para exportação, dentre outros, está interessado em investir em Indiaroba, no sul de Sergipe. Eles estão em Sergipe desde a última segunda-feira (18) realizando uma série de visitas, conhecendo o estado e dialogando com órgãos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um grupo de 10 empresários de Londrina, no Paraná, de diversos segmentos, como telemarketing, construção civil, turismo, produção de coco para exportação, dentre outros, está interessado em investir em Indiaroba, no sul de Sergipe.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles estão em Sergipe desde a última segunda-feira (18) realizando uma série de visitas, conhecendo o estado e dialogando com órgãos do governo. O secretário geral de Governo, José Carlos Felizola, colocou o Estado à disposição no que diz respeito ao suporte para possíveis instalações de empreendimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;success&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">“Quero dizer que o governo está de portas abertas, pronto para receber investimentos, ser parceiro e ajudar no que for necessário para que as empresas se instalem em Sergipe. Na questão tributária, nós temos o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), mas também podemos dar suporte em outros aspectos, até mesmo no auxílio ao treinamento de mão de obra, por meio de parcerias que firmamos com órgãos de capacitação&#8221;, reforçou o secretário.</p>
<p>[/box]</p>
<h2>Leitura positiva</h2>
<p style="text-align: justify;">O empresário e publicitário paranaense, Roberto Bueno, que participou da série de visitas e também da reunião com o secretário, avaliou de forma positiva abertura e o diálogo junto ao governo do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Em nome do grupo que está comigo no estado desde o início da semana, ressalto que fazemos uma leitura muito positiva da visita. Sentimos uma confiança no município de Indiaroba e também destacamos a acessibilidade com o governo, o acesso fácil que o prefeito de Indiaroba, Adinaldo Nascimento possui aos importantes representantes do estado. Isso, com certeza, nos ajudará muito”, afirmou Roberto.</p>
<p style="text-align: justify;">O prefeito destacou a importância da parceria entre os dois municípios (Indiaroba e Londrina), que possuem um termo de cooperação técnica que permite diversas facilidades no que diz respeito ao processo de implantação de novas empresas, além do diálogo aberto constante entre as duas localidades.</p>
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		<title>Da direita e esquerda ao individualismo e intolerância no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Dec 2018 09:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ciências humanas]]></category>
		<category><![CDATA[culpa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao trabalhar em sala de aula a abordagem de Jeremy Rifkin sobre trabalho e educação em sua obra “Sociedade com Custo Marginal Zero”,  com alunos de ensino superior em licenciaturas em Física, Química, Matemática e Espanhol, somente dois tinham noção do que é direita e esquerda. Uma aluna que dizia votar em Bolsonaro justificava a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14638" aria-describedby="caption-attachment-14638" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-14638 size-thumbnail" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Valtênio-Paes-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /><figcaption id="caption-attachment-14638" class="wp-caption-text">Valtênio Paes (*)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Ao trabalhar em sala de aula a abordagem de Jeremy Rifkin sobre trabalho e educação em sua obra “Sociedade com Custo Marginal Zero”,  com alunos de ensino superior em licenciaturas em Física, Química, Matemática e Espanhol, somente dois tinham noção do que é direita e esquerda. Uma aluna que dizia votar em Bolsonaro justificava a opção porque ele era corajoso; já o colega dissera que direita é ditador, conservador e quem está no poder. Após a explicação sobre as expressões um disse que “ia pensar.”</p>
<p style="text-align: justify;">Noutra turma com alunos de Filosofia,  alguns(as) outros(as) de várias licenciaturas, a mesma pergunta teve respostas das mais variadas e pelo menos, mais de 20%,  não sabiam responder. Ante tal constatação, fizemos um breve histórico na sala ensejando posicionamentos diversos. Faremos um sintético relato para ao final opinarmos sobre o momento atual.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;warning&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">Por volta da segunda metade do século XVIII os ideais do Iluminismo, movimento cultural, filosófico, político e social que colocava a razão como a melhor forma para conquistar emancipação, liberdade e autonomia, fervilhava na Europa com epicentro na França opondo-se ao absolutismo presente em todo continente e além-fronteiras. Numas das fases da Revolução Francesa a convocação da Assembleia Nacional Constituinte se organizou em grupos: à esquerda,  os radicais eram liderados por Robespierre e considerados populistas, chamados de Jacobinos, integrantes da baixa e média burguesia que defendiam os interesses do povo. No centro,  os Girondinos que eram integrantes da alta burguesia, mais moderados e na extrema direita,  os remanescentes da aristocracia, conhecidos por aristocratas, defendiam a volta do poder absoluto do rei, portanto conservadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Já no século XIX,  Karl Max e Friedrich Engels, pensadores alemães,  buscam explicar a necessidade de transformação social através do econômico e político se opondo ao capitalismo. Doravante, quem era adepto do marxismo e, portanto, do socialismo, era tido como esquerda e quem defendia o capitalismo era tido como de direita. Cada corrente com suas subdivisões (radical e moderado). União Soviética depois Rússia, China e Cuba foram os principais adeptos da tentativa de implantar em seus governos o pensamento desses filósofos.</p>
<p>[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">No século XX,  esses países, à força, tentaram fortalecer o pensamento de esquerda. As ausências de transparência política, de liberdade de expressão e o atraso tecnológico, dentre outros fatores, conduziram todos ao retorno para o capitalismo, ressalvando a tentativa lenta de Cuba já no século XXI. Após 2002 no Brasil, o governo Lula manteve o capitalismo intacto, com leves momentos de opção pelos miseráveis, profundas alianças com políticos de vários matizes e condutas conservadoras. Tentou conciliar no poder, esquerda e direita.</p>
<p style="text-align: justify;">No governo da presidente Dilma aflora,  a intolerância de ricos contra pobres, do sul contra nordeste, de pessoas que se dizem amigas ao ponto de agressões desde o esconderijo nas redes sociais até fisicamente ante uma palavra ou cor de camisa vestida por outra. Tudo a pretexto de direita e esquerda. A intolerância grassa o país como nunca nos últimos 60 anos. Parece, para algumas pessoas, ser prazeroso agredir com palavras, gestos, imagens e até fisicamente as outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse cenário,  como fica a disputa entre esquerda  e direita? Quem se diz contra a “esquerda” é realmente de direita? Defende o individualismo exacerbado? O controle dos pobres pelos ricos? Quem se diz contra a “direita” é realmente de esquerda? Defende tomar tudo dos ricos e dividir com todos? Defende a socialização dos meios de produção? <strong>Os intolerantes têm consciência porque exercem a intolerância?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Historicamente,  o marxismo ruiu e o capitalismo cambaleia em sucessivas crises, manipulado pelos <strong>bilionários do capital especulativo mundial</strong>. Lembremos: “o mercado não aceita, tá nervoso”.  Quem é o mercado nestas expressões<strong>? Poucas dezenas de milionários que manipulam especulando.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pensadores e educadores tateiam na busca de outros caminhos. Jeremy Rifkin nos dá grandes contribuições. Pensamos que historicamente não há como patinar numa ou noutra direção. Talvez o caminho dos prossumidores seja novo alento. O que não dá para a humanidade é ficar agarrada ao <strong>radicalismo ideológico</strong> e excluir tolerância, respeito, compartilhamento, solidariedade, coletivismo, diversidade, conciliação, mediação e individualidade como pilares de sua vivencia neste começo do século XXI. Pensamos que discutir esquerda e direita com discurso e estratégias do século XX é medicamento vencido que acelera a intolerância alimentada entre o confronto das tendências sem benefícios à convivência humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Na contemporaneidade percebemos pessoas que se dizem de esquerda, argumentando e praticando a partir dos seus interesses pessoais. Dde igual modo, do lado oposto, pessoas que se intitulam conservadoras de direita argumentam e agem, por vezes,  baseando-se em princípios coletivos.</p>
<p style="text-align: justify;">A intensificação do individualismo no século XXI não acontece por acaso e remonta ao século XVII com o pensamento de filósofos da modernidade como Renê Descartes (1596-1650) e John Locke(1632-1704). O primeiro organizou seu pensamento na hegemonia do sujeito marcado pela frase &#8220;<strong>cogito ergo sum</strong>&#8221; – penso logo existo. O segundo,  “a verdade para todas as atividades era a razão”. O pensamento de ambos, dentre outros, contribuiu para a construção de uma ética individualista centrada na obediência e na aceitação da realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O caos argumentativo praticado pelas pessoas se estabeleceu no século XXI, de tal maneira,  que a exacerbação da intolerância passou ser rotina na sociedade. Muitas pessoas que se dizem de esquerda ou direita brigam no trânsito por uma passagem, um estacionamento, uma fila, uma imposição de argumento numa reunião, uma música, um saco de lixo, time de futebol, bebida, mensagem nas redes sociais, uma opinião politica, etc. Tudo por conta da prática exagerada do individualismo.</p>
<p style="text-align: justify;">“O individualismo é o mais ocidental dos valores. Esta primazia do indivíduo constitui o cerne da herança judaico-cristã”. Louis Dumont acentuou como o individualismo se tornou o valor fundador das sociedades modernas. Em sua obra,  ele apresenta um estudo sobre o desenvolvimento do conceito moderno de indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja conceito que permeie a sociedade ocidental, o individualismo não se revelou de um dia para outro em nosso meio, pois &#8220;a configuração individualista de ideias e valores que nos é familiar não existiu sempre nem aparece de um dia para outro. Fez-se remontar a origem do &#8220;individualismo&#8221; a uma época mais ou menos remota;  segundo, sem dúvida, a ideia que dele se fazia e a definição que se lhe dava. E mais: &#8220;Pode sustentar que o mundo helenístico estava, no que tange às pessoas instruídas, tão impregnado dessa mesma concepção que o cristianismo não teria podido triunfar, a longo prazo, nesse meio, se tivesse oferecido um individualismo de tipo diferente. Eis uma tese muito forte que parece à primeira vista contradizer concepções bem estabelecidas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos, assim, um paralelo entre o indivíduo moderno ocidental e o indivíduo tradicional da antiga sociedade indiana. Dumont explica que quando o indivíduo constitui o valor supremo, trata-se de individualismo. Nesse caso, o indivíduo não pode ser submetido a ninguém, sendo as suas regras pessoais que movem a sua existência. Quando o indivíduo se encontra na sociedade como um todo, trata-se de holismo. O modelo indiano de sociedade é holista, a sociedade moderna ocidental é individualista. Continua Dumont “para os modernos, o homem basta-se a si mesmo e está em relação direta com sua razão e com Deus”.  O indivíduo é um ser autônomo, integrante de uma comunidade que forma o Estado, tornando-o o poder supremo.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;alignright&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">A ideologia do individualismo funda suas bases sobre a igualdade e a liberdade. Ao desprezarem a hierarquia social, todos os homens tornam-se iguais e livres perante o Estado. Não há referências para se espelhar;  a noção de direitos e deveres se desvanece. O homem moderno abdica de todo sistema de crenças e valores, negligenciando a trajetória de sua história social para consagrar a satisfação pessoal. Ocorre uma desintegração do indivíduo em relação à sociedade. Ele vive em função das suas necessidades individuais, de maneira que a existência do outro varia de acordo com sua necessidade.</p>
<p>[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">Na sociedade de consumo, sua essência caracteriza-se por mais produção e mais consumo, principalmente dos &#8220;bens&#8221; materiais, habitualmente associados às novíssimas tecnologias e o vazio de valores com ausência de referências morais e éticas. O consumismo tenta restabelecer o equilíbrio &#8220;homeostático&#8221; e sentir-se mais revigorado. As Ciências Humanas, principalmente a Sociologia e a Psicologia, criaram e continuam a criar os instrumentos necessários para perceber como é que se pode cada vez mais transformar seres humanos em títeres. Perguntamos, neste início do século XXI, como é que se chegou a tamanho egoísmo, a tão grande relativismo?</p>
<p style="text-align: justify;">Explicar-se tudo a partir do individualismo “eu penso, eu quero, eu sei, eu vejo assim”, não poder ser a última alternativa. Porque não substituir por como nós pensamos, como queremos? Como sabemos? Como vemos? Para substituir basta nos colocarmos no lugar do outro ante de tomarmos a decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Dirão alguns “é difícil;  o sistema, a vida, é complicado”. Toda vez que transferirmos a culpa para o outro buscamos a isenção e a acomodação e ficamos no mesmo lugar, muitas vezes continuando a reclamar e nada mais; portanto não fazemos nossa parte. O que fazemos como maçons? O que uma Academia pode fazer? Provocar, refletir, divulgar e praticar o fortalecimento de valores onde o consumo exagerado seja contido, onde o respeito às pessoas nas suas diversas características seja praticado, onde a tolerância seja regra e onde a individualidade exista sem exacerbação.</p>
<p style="text-align: justify;">Direita, esquerda, individualismo, e tendo como contraponto a intolerância, o consumismo exagerado ensejando o descarte, eis o cenário. Refletem também no descarte de valores expressos nos atos e palavras das pessoas. Tudo tem o mesmo sentido, amor e ódio, felicidade e alegria, poder e protesto. É preciso resignificar conceitos, gestos, sentidos das palavras, tendo o imperativo do diálogo.</p>
<p><strong>[box type=&#8221;note&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<div class="box note ">
<div class="box-inner-block">
<p><strong>(*)</strong> Valtênio Paes de Oliveira , professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada -Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.</p>
<p><strong>[/box]</strong></p>
</div>
</div>
<div class="hupso-share-buttons"></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Prefeito recebe o futuro vereador Zé Valter</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 20:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[deputado estadual]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O prefeito Edvaldo Nogueira recebeu, nesta quinta-feira, 25, em seu gabinete, o suplente de vereador José Valter, do PSD. Ele assumirá uma vaga na Câmara Municipal de Aracaju a partir de fevereiro de 2019. No encontro, o gestor municipal ressaltou que os parlamentares são “grandes parceiros da cidade”. “Parabenizei Zé Valter pela campanha que ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O prefeito Edvaldo Nogueira recebeu, nesta quinta-feira, 25, em seu gabinete, o suplente de vereador José Valter, do PSD. Ele assumirá uma vaga na Câmara Municipal de Aracaju a partir de fevereiro de 2019. No encontro, o gestor municipal ressaltou que os parlamentares são “grandes parceiros da cidade”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Parabenizei Zé Valter pela campanha que ele realizou. Tenho certeza que ele será um grande parceiro e aliado de Aracaju”, afirmou o prefeito.</p>
<p style="text-align: justify;">O  futuro vereador agradeceu e disse que está à disposição para “ajudar, cooperar e dar o melhor em prol da cidade. Estou aqui para trabalhar junto do prefeito”, frisou. José Valter obteve 2.041 votos e assumirá a cadeira que hoje é ocupada pelo vereador Iran Barbosa, do PT, eleito deputado estadual.</p>
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		<title>Candidato a deputado federal faz maratona no interior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 18:59:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[candidato]]></category>
		<category><![CDATA[coronel Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[deputado federal]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[interior]]></category>
		<category><![CDATA[Maratona]]></category>
		<category><![CDATA[Rede +]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ouvir as demandas da população, dialogar com todos e dizer qual é sua meta de trabalho. É para ter essa interação com a comunidade, que o candidato a deputado federal, Coronel Rocha, Rede, está percorrendo os municípios sergipanos. Hoje, terça-feira, 4, ele já passou por Umbaúba, Cristinápolis, Tomar do Geru, Itabaianinha, Pedrinhas e Boquim. Acompanhado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ouvir as demandas da população, dialogar com todos e dizer qual é sua meta de trabalho. É para ter essa interação com a comunidade, que o candidato a deputado federal, Coronel Rocha, Rede, está percorrendo os municípios sergipanos. Hoje, terça-feira, 4, ele já passou por Umbaúba, Cristinápolis, Tomar do Geru, Itabaianinha, Pedrinhas e Boquim.</p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhado do suplente do candidato ao Senado, delegado Alessandro Vieira, major Ildomário, Rocha têm explicado seus planos para mandato e ouvido anseios da comunidade. “A população quer um candidato próximo ao povo e preocupado com os seus interesses, principalmente a segurança pública”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Ontem, 3, durante entrevista na rádio Mar Azul no município de Estância, o candidato apresentou alguns dos seus projetos. “Temos que criar uma política de segurança pública para o estado, pois, Sergipe é um dos poucos que não a tem. Reforçar as nossas fronteiras para evitar a entrada de armas e drogas no país. Readequação do Estatuto do Desarmamento. Reduzir o custo do processo penal.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;info&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">Rever tempo de internação de um jovem em uma instituição socioeducativa, entre outros projetos”, ponderou Rocha. O candidato também acredita que poderá reduzir a quantidade de verba utilizada no gabinete federal. “Pretendo recusar auxílio-moradia, paletó, alimentação e a aposentadoria como deputado. Afinal, já sou aposentado como militar. Não preciso de duas aposentadorias, ainda mais no período econômico que o Brasil está passando. Seria errado da minha parte aceitar todos esses benefícios com cerca de 14 milhões de pessoas desempregadas no país”, advertiu.</p>
<p>[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">A caravana deve continuar pelo interior do Estado até a quinta-feira, 06, quando retornará a Aracaju para participar do desfile cívico do Dia da Independência na sexta, 07, na avenida Barão de Maruim.</p>
<p>&nbsp;</p>
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