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	<title>Arquivo para engenheiros - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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	<title>Arquivo para engenheiros - Só Sergipe</title>
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		<title>&#8220;Cidades inteligentes&#8221; é tema de palestra na Pio Décimo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 May 2019 19:21:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cidades inteligentes. Esse foi o tema da palestra que o engenheiro de produção, Alisson Souza, da Projeção Estratégica, proferiu ontem à noite, 06, para os alunos de Engenharia Civil da Faculdade Pio Décimo. Ele mostrou, não só o projeto que está acontecendo no Ceará, como a smart city Laguna, mas, principalmente, o que os novos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Cidades inteligentes. Esse foi o tema da palestra que o engenheiro de produção, Alisson Souza, da Projeção Estratégica, proferiu ontem à noite, 06, para os alunos de Engenharia Civil da Faculdade Pio Décimo. Ele mostrou, não só o projeto que está acontecendo no Ceará, como <a href="https://inbec.com.br/blog/localizada-ceara-smart-city-laguna-primeira-cidade-inteligente-social-mundo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">a smart city Laguna</span>,</a> mas, principalmente, o que os novos engenheiros deverão encontrar no mercado de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Convidado pelo também engenheiro e professor Daniel Brito Andrade, responsável pela disciplina Práticas de Engenharia, Alisson Souza, afirmou que hoje há um mercado bem diferente do que havia no passado e que construir um imóvel exige bastante planejamento. Ele elencou, por exemplo, que aspectos sócio econômicos, comportamental e de mercado têm vários itens a serem observados antes de erguer qualquer empreendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Alisson Souza, que também leciona em um curso de pós-graduação em engenharia civil de outra instituição em Sergipe, lamentou que o Plano Diretor de Aracaju esteja desatualizado e alertou que os novos engenheiros devem ter foco na hora que estiveram no mercado de trabalho.  “Quem é o meu público e o que ele quer? Qualidade de vida, sustentabilidade, tecnologia, facilidades, segurança?”, questionou, completando que estes são itens importantes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Sorteio</h2>
<p style="text-align: justify;">O palestrante lembrou ainda, que recentemente, promoveu o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/construtor-sergipano-tem-expectativa-positiva-diz-economista/">Workshop: Perspectivas para a Construção Civil 2019-2022,</a></span> no dia 30 de abril, no auditório do Sebrae.  Ele falou da importância dos temas que foram debatidos por representantes dos poderes públicos do Estado e município.</p>
<p style="text-align: justify;">No final da palestra, Alisson Souza sorteou entre os alunos descontos de 20% para o curso de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sympla.com.br/avaliacoes-e-ensaios-de-desempenho__519160" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Avaliações e Ensaios de Desempenho</a></span>, nos dias 31 de maio e 1º no Sebrae. Cinco deles foram agraciados.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>&#8220;Construtor sergipano tem expectativa positiva&#8221;, diz economista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 20:35:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O que mais me chamou a atenção foi a expectativa positiva do construtor sergipano. Esse índice já foi melhor no início do ano, mas ainda existe confiança no desenvolvimento da economia e do crescimento”. A análise é da professora de Economia, Ieda Maria Pereira Vasconcelos, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Unihorizontes, que participou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“O que mais me chamou a atenção foi a expectativa positiva do construtor sergipano. Esse índice já foi melhor no início do ano, mas ainda existe confiança no desenvolvimento da economia e do crescimento”. A análise é da professora de Economia, Ieda Maria Pereira Vasconcelos, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Unihorizontes, que participou hoje, 30, pela manhã, do Workshop: Perspectivas para a Construção Civil 2019-2022, no auditório do Sebrae.</p>
<figure id="attachment_18035" aria-describedby="caption-attachment-18035" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/professor-ieda-maria-workshop.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18035" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/professor-ieda-maria-workshop-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/professor-ieda-maria-workshop-225x300.jpg 225w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/professor-ieda-maria-workshop-768x1024.jpg 768w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/professor-ieda-maria-workshop.jpg 960w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-18035" class="wp-caption-text">A economista Ieda Maria Vasconcelos: déficit de 90 mil unidades em Sergipe</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Segundo Ieda Maria, em Sergipe há um déficit habitacional de 90 mil unidades (dados de 2015), por isso o setor pode crescer. Junto com esse dado, outro importante: a participação da construção civil no PIB (Produto Interno Bruto) de Sergipe é de 8%. “O desenvolvimento da economia tem que passar, estrategicamente, pelo crescimento da construção civil”, garantiu.</p>
<p style="text-align: justify;">No entendimento de Ieda Maria, é a construção civil que ajuda o país a construir fábricas, aeroportos, portos, “toda a infraestrutura básica que o Brasil precisa para se desenvolver e também crescer o lado social, dando emprego à população e moradia.”</p>
<h2 style="text-align: justify;">Previdência</h2>
<p style="text-align: justify;">Para uma plateia – em sua maioria empresários da construção civil e representantes dos governos estadual e municipais &#8211; Ieda Maria destacou a importância do Programa Minha Casa, Minha Vida que, dentro do mercado imobiliário, representa cerca de 80% no país, no que se refere à comercialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto importante para Ieda é a reforma da previdência que, embora não tenha efeito a curto prazo, tão logo seja sancionada, é importantíssima. “Se a reforma não acontecer, o país não sobrevive”.</p>
<p style="text-align: justify;">“A reforma é urgente, é essencial para a economia brasileira. E os setores dependem da economia para crescer. Num primeiro momento, vai gerar um aspecto de confiança nos investidores. E depois gerar impacto nos números. Mas a reforma é importante em todos os aspectos”, completou.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Melhores cidades</h2>
<figure id="attachment_18034" aria-describedby="caption-attachment-18034" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/thomaz-da-urban-system-1.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18034" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/thomaz-da-urban-system-1-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/thomaz-da-urban-system-1-300x169.jpg 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/thomaz-da-urban-system-1-768x432.jpg 768w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/thomaz-da-urban-system-1-1024x576.jpg 1024w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/04/thomaz-da-urban-system-1.jpg 1032w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-18034" class="wp-caption-text">Thomaz Assumpção mostrou vários índices da capital sergipana</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">No workshop, promovido pelo engenheiro de produção  e professsor da Universidade Tiradentes (Unit), Alisson Souza, da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.projecaoestrategica.com.br/index.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeção Consultoria Estratégica,</a></span> houve, ainda, uma palestra do engenheiro e presidente da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.urbansystems.com.br/pesquisas-e-publicacoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Urban Systems</a></span>, Thomaz Eduardo Barbosa Assumpção.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele apresentou um estudo intitulado “Melhores cidades para fazer negócios”, cuja edição foi de 2018, mas revisada em 7 de janeiro de 2019. Thomaz mostrou, por exemplo, em quem 2017, Aracaju aparecia em 28º lugar no quesito infraestrutura, mas subiu para o 24º em 2018.</p>
<p style="text-align: justify;">No aspecto capital humano, Aracaju estava em 44º lugar em 2017 e avançou para o 33º em 2018. No item desenvolvimento econômico não foi pontuado em 2017, e apareceu em 38º lugar em 2018. E o mais importante: como melhor cidade para fazer negócios, saiu da 41ª colocação em 2017, pulando para 25ª em 2018. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms/files/48668/15468811182018_MCN_Urban_Systems.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja o trabalho completo da Urban System clicando aqui.</a></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Objetivos alcançados</h2>
<p style="text-align: justify;">Para o idealizador do workshop, Alisson Souza,  os objetivos do evento foram alcançados porque conseguiu sensibilizar a todos sobre a importância do setor, visão das perspectivas econômicas, &#8220;entender a economia num patamar amplo e ter a  visão do que se vem pela frente&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O debate que se seguiu, após as duas palestras, na concepção de Alisson,  foi muito positivo porque ajudou todos a entenderem o que havia sido mostrado anteriormente.  O debate reuniu, não só engenheiros, arquitetos, donos de construtoras, mas também, representantes dos poderes públicos estadual e municipal.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele lembrou que em Aracaju há muitos pontos positivos, mas  que dependem de uma reforma do Plano Diretor, &#8220;uma revisão de especificação técnica para permitir o desenvolvimento, mas que esbarram em aspectos jurídicos e ambientais&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A PEDAGOGIA DO CASTIGO &#8211; I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jun 2018 17:13:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As opiniões a respeito da escola são uma importante ferramenta que ajuda a compreender tal instituição, o que ela significa para a sociedade que a cria e na qual ela sobrevive. Segundo Carlota Boto, “conhecer a escola e sua história requer o reconhecimento de um universo, a portas fechadas, escondido, fugaz e travesso” (BOTO, 1998, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11644" aria-describedby="caption-attachment-11644" style="width: 194px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-11644" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg" alt="" width="194" height="194" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-150x150.jpg 150w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg 640w" sizes="(max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11644" class="wp-caption-text">Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">As opiniões a respeito da escola são uma importante ferramenta que ajuda a compreender tal instituição, o que ela significa para a sociedade que a cria e na qual ela sobrevive. Segundo Carlota Boto, “conhecer a escola e sua história requer o reconhecimento de um universo, a portas fechadas, escondido, fugaz e travesso” (BOTO, 1998, p. 162).</p>
<p style="text-align: justify;">É pretensão deste texto apreender não apenas o que a Escola Agrícola Benjamin Constant dizia que fazia do ponto de vista das práticas disciplinares, mas aquilo que ela efetivamente fazia. Buscar entende-la a partir de algumas práticas dos seus agentes, “apanhando-lhe os dispositivos de organização e o cotidiano” (CARVALHO, 1998, p. 32), evidenciando a perspectiva dos seus agentes educacionais, de modo a recortar alguns dos procedimentos disciplinadores ali praticados.</p>
<p style="text-align: justify;">A fim de cumprir os objetivos aos quais se propõe, este texto lança mão de uma queixa crime e maltratos funcionais que tramitou na Comarca de São Cristóvão no ano de 1953, em face de denúncias apresentadas pelos estudantes José Cledisvaldo Malta e Rivaldo Moura Barros contra o seu diretor, professor João Fernandes de Sousa. Os processos judiciais são uma fonte fundamental para a compreensão da história das práticas escolares. Eles revelam muito dos atores da vida escolar e as contradições entre o discurso político e intelectual sobre o temário educacional, bem como a respeito das ações efetivamente implementadas na escola, principalmente num contexto sob o qual “o ato pedagógico era tido como um gesto de educação da vontade” (BOTO, 1998, p. 164).</p>
<p style="text-align: justify;">A Escola Agrícola Benjamin Constant teve sua origem no Patronato São Maurício, em 1924. Oferecia curso de aprendizes e artífices a crianças e adolescentes com problemas de ajustamento social e emocional. Dez anos após a sua instalação, o Patronato foi transformado em Aprendizado Agrícola de Sergipe recebendo, cinco anos depois, em 1939, a denominação de Aprendizado Agrícola Benjamin Constant. Em agosto de 1946 a Lei Orgânica do Ensino Agrícola estruturou o ensino técnico profissional no Brasil. O Aprendizado recebeu nova denominação: Escola de Iniciação Agrícola Benjamin Constant. Ministrava o curso de Iniciação Agrícola, qualificando em dois anos operários agrícolas e oferecendo também o curso de Mestria Agrícola. O nome de Escola Agrícola Benjamin Constant foi atribuído no ano de 1952, quando a instituição passou a ministrar os ensinos primário e ginasial. Em 1957 a Escola Agrícola foi transformada em Escola Agrotécnica Benjamin Constant e começou a formar técnicos agrícolas em nível médio. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 4.024/61) fez com que, em 1964, outra vez fosse mudada a denominação para Colégio Agrícola Benjamin Constant. A última alteração no nome da instituição aconteceu em 1979, quando passou a chamar-se Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão.</p>
<p style="text-align: justify;">Até 2014, único estabelecimento escolar do Estado de Sergipe a oferecer cursos de nível médio destinados a formação de técnicos para o setor primário da economia, a Escola Agrícola adota, desde o ano de 1924, o regime de internato, uma vez que situa-se na zona rural do município de São Cristóvão (antiga capital do Estado de Sergipe), distante 16 quilômetros da cidade de Aracaju. Além disso, também fundamental para a manutenção do regime de internato é o fato de que a Escola desde o início das suas atividades foi destinada a receber alunos oriundos do meio rural, os filhos de famílias pobres, meninos de rua e também aqueles que não conseguiam se ajustar socialmente. Ela recebia, principalmente, alunos pobres de Aracaju e de municípios do interior dos Estados de Sergipe, Bahia e Alagoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em agosto de 1953, o diretor da Escola Agrícola Benjamin Constant expulsou os alunos Cledisvaldo e Rivaldo, alegando insubordinação. Os dois estudantes encaminharam uma carta ao juiz de menores informando que foram excluídos dos quadros da escola porque não suportavam mais os maus tratos do diretor João Fernandes. O clímax do conflito foi um castigo imposto pelo diretor aos dois estudantes, no dia dez do mesmo mês: permanecerem em pé no pátio da escola, das nove horas da noite às cinco da manhã do dia seguinte. Os alunos afirmam que depois do castigo, que consideraram injusto e cruel, foram expulsos da escola porque não quiseram “trabalhar 8 horas no dia do estudante, dia 11 de agosto”. Além disso, denunciaram outras práticas de imposição de castigos cruéis por parte do diretor da escola: “castiga os alunos de um modo desumano. Sairemos daqui amanhã mais ficará [sic] aqui muitos colegas que são vitimas das brutalidades do diretor.” Dentre as acusações que fizeram, afirmaram que o diretor utilizava as oficinas de madeira da escola para a produção de palmatórias. No conjunto de práticas escolares, as disciplinares, ainda pouco estudadas entre nós, certamente ocupam uma posição destacada, à medida que definem condutas a inculcar através da incorporação de comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Dominique Julia, “normas e práticas não podem ser analisadas sem se levar em conta o corpo profissional dos agentes que são chamados a obedecer a essas ordens e, portanto, a utilizar dispositivos pedagógicos encarregados de facilitar sua aplicação”. (JULIA, 2001, p. 10-11). No caso da Escola Agrícola Benjamin Constant, o corpo profissional que cumpria as determinações do diretor era constituído por professores, quase todos com formação de engenheiros agrônomos e por bedéis e outros funcionários subalternos responsáveis pelas atividades da fazenda experimental. Os estudantes que sofriam a ação disciplinar da escola eram, predominantemente, órfãos e filhos das camadas médias inferiores das cidades e de pequenos proprietários rurais. Todos esperançosos de que a formação como técnicos agrícolas pudesse oferecer a possibilidade de acesso aos estudos para uma futura e promissora carreira de engenheiro-agrônomo. (continua)</p>
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