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	<title>Arquivo para importância - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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	<title>Arquivo para importância - Só Sergipe</title>
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		<title>CNI: aumenta preocupação da indústria com a falta de demanda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2019 11:59:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A falta de demanda interna voltou a ganhar importância entre os principais problemas enfrentados pela indústria ao longo do mês de junho. O percentual de empresários que assinalam essa dificuldade é o maior desde o terceiro trimestre de 2016. Nos últimos seis meses, esse índice aumentou 10 pontos percentuais, chegando a 41,1% dos entrevistados, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A falta de demanda interna voltou a ganhar importância entre os principais problemas enfrentados pela indústria ao longo do mês de junho. O percentual de empresários que assinalam essa dificuldade é o maior desde o terceiro trimestre de 2016. Nos últimos seis meses, esse índice aumentou 10 pontos percentuais, chegando a 41,1% dos entrevistados, em junho. Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;warning&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">A produção industrial em junho caiu na comparação com maio. O índice de evolução da produção ficou em 43,4 pontos, abaixo da linha divisória. O índice costuma ficar abaixo dos 50 pontos no mês, o que significa que a queda na produção é esperada entre maio e junho. Porém, o índice de junho de 2019 é o menor para o mês dos últimos quatro anos, superando somente os registrados durante a fase mais aguda da crise econômica brasileira, entre 2014 e 2015.</p>
<p>[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">Outra queda mais intensa também foi verificada no índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual, que caiu 3,9 pontos no mês e foi ao menor valor desde abril de 2017 – com exceção de maio de 2018, mês da paralisação dos caminhoneiros, que afetou fortemente o setor.</p>
<p style="text-align: justify;">A indústria aponta alta no nível de estoques. O índice de evolução dos estoques ficou em 51,1 pontos, mostrando novo aumento dos estoques de produtos vendidos pela indústria. Esse índice se mantém acima dos 50 pontos desde fevereiro. Valores acima de 50 pontos indicam crescimento do nível de estoques ou estoque efetivo acima do planejado.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Condições financeiras</h3>
<p style="text-align: justify;">As condições financeiras da indústria no trimestre encerrado em junho não apresentaram grandes mudanças frente ao primeiro trimestre do ano, segundo o levantamento da CNI. O índice de satisfação com o lucro operacional ficou em 40,1 pontos, recuo de 0,2 ponto frente ao trimestre anterior, enquanto o índice de satisfação com a situação financeira registrou 45,7 pontos, aumento de 0,4 ponto. Ambos índices também registram valores próximos aos observados no mesmo trimestre de 2018: aumento de 0,2 e 0,4 ponto, respectivamente.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Principais problemas</h3>
<p style="text-align: justify;">A Sondagem Industrial de junho confirma que a elevada carga tributária continua sendo apontada pelo setor como o principal problema enfrentado pelas empresas, ainda que seu indicador tenha caído em 1,2 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, aparece a demanda interna insuficiente, cuja assinalação aumentou 3,6 pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre do ano. Trata-se do quarto aumento consecutivo do percentual.</p>
<p style="text-align: justify;">Em terceiro lugar no ranking de principais problemas está a falta ou alto custo de matéria-prima, mas o problema vem perdendo importância, já que sua menção, pelo empresários, caiu nos últimos três trimestres, passando de 27,9% no terceiro trimestre de 2018, para 18,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">Em quarto lugar está a competição desleal, que inclui práticas como contrabando, dumping, entre outros. Essa assinalação aumentou em 1,6 ponto percentual, para 18,1% do total de entrevistados. Na sequência, aparecem problemas de ordem financeira, como inadimplência dos clientes, falta de capital de giro, taxas de juros elevadas, além de burocracia excessiva.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Expectativas</h3>
<p style="text-align: justify;">As expectativas, em geral, apresentaram pouca variação em junho, segundo a sondagem da CNI. A expectativa de demanda cresceu em meio ponto, para 57,8 pontos, e a expectativa de compra de matéria-prima aumentou em 0,4 ponto para 55 pontos no mês. A expectativa de exportação manteve-se constante e a expectativa quanto ao número de empregados recuou 0,2 ponto. Todos os índices permanecem acima dos 50 pontos, ou seja, indicam expectativas positivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo segundo mês consecutivo, a intenção de investir manteve-se praticamente inalterada. O índice de intenção de investimento aumentou 0,1 ponto em julho e está relativamente alta. O indicador é 3,0 pontos maior que o registrado em junho de 2018 e 3,3 pontos superior a sua média histórica.</p>
<p style="text-align: justify;">A Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 11 de julho com 1.903 empresas, sendo 770 de pequeno porte, 695 de médio e 438 de grande porte.</p>
<div class="edicao" style="text-align: justify;">Fonte:  Agencia Brasil</div>
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		<title>Brasil, China, EUA, Índia e Rússia: cinco economias colossais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 13:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emerson Sousa (*) No atual contexto geopolítico, ainda que não sejam as únicas, três dimensões assumem considerável relevância para se projetar o nível de importância de um país: o tamanho do seu produto interno bruto, a sua extensão territorial e a sua população residente. De acordo com dados disponibilizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), somente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png"><img decoding="async" class="wp-image-18874 size-medium alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-300x132.png" alt="" width="300" height="132" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-300x132.png 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-768x338.png 768w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-1024x450.png 1024w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png 1096w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p><strong>Emerson Sousa (*)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No atual contexto geopolítico, ainda que não sejam as únicas, três dimensões assumem considerável relevância para se projetar o nível de importância de um país: o tamanho do seu produto interno bruto, a sua extensão territorial e a sua população residente.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com dados disponibilizados pelo <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.imf.org/external/index.htm">Fundo Monetário Internacional (FMI)</a></span>, somente cinco países conseguem estar simultaneamente entre os dez primeiros colocados em todas essas categorias: Brasil, China, EUA, Índia e Rússia.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos econômicos, pode-se afirmar que esse agrupamento é dotado de um considerável estoque de fatores de produção, ao menos, no que se refere à combinação dessas três medidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GIGANTES PELAS PRÓPRIAS NATUREZAS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em conjunto, no ano de 2017, essas nações respondiam por 35,6% da área total dos países do planeta, por 45,8% da população mundial e por 46,6% do produto global, sendo esse último medido pelo método da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://maisretorno.com/blog/termos/p/paridade-do-poder-de-compra-ppc">Paridade do Poder de Compra (PPC)</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">E esses cinco países são uma parte do mundo que cresce mais do que o próprio mundo. Em relação a 2016, o seu produto conjunto variou 6,6%, enquanto o remanescente da economia mundial cresceu 4,9% no ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente, o seu produto per capita variou mais do que o do conjunto dos países. O referido quinteto viu esse indicador aumentar em 5,7% entre 2016 e 2017, ao passo em que as demais economias viram tal razão crescer apenas 3,3%.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sinal, o produto per capita desse grupo no de 2017, também mensurado pela PPC, é de US$ 17.6 mil. Algo ligeiramente acima do resto do mundo que, pela mesma régua, equivalia a US$ 17.0 mil.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, internamente ao quinteto, há uma disparidade considerável entre seus níveis de produto per capita. Nos EUA, esse chega a US$ 57,876; na Rússia, a US$ 27,006; na China, a US$ 15,416; no Brasil, a US$ 15,406 e na Índia, em US$ 6,760.</p>
<p style="text-align: justify;">As taxas de crescimento desse último indicador também se modificaram de forma diferente entre eles. Brasil, Índia e Rússia observaram um crescimento de 2,8% a.a., em média, enquanto China e EUA perceberam uma alta anual média de 8,5%. No entanto, observando-se em retrospectiva, esse quadro muda totalmente a sua feição.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 2001 e 2015, o produto per capita chinês cresceu a uma taxa média de 9,7% ao ano, ao passo em que o indiano variou, em média, outros 5,4% anuais. A Rússia assume uma posição mediana ao ter o seu produto per capita crescendo 3,9% anuais. O Brasil – com um crescimento anual médio de 1,7% &#8211; e os EUA – com uma taxa de variação de 0,9% anuais – são os piores desempenho do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[/box]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DIFERENÇAS E SIMILARIDADES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, a partir da análise de algumas variáveis macroeconômicas, todas elas referenciadas a 2017, é possível identificar um padrão de classificação para essa quíntupla de nações. À primeira vista, percebe-se que China e Brasil se colocam como seus pontos extremos enquanto as outras três ocupam posições intermediárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se examina o volume de investimentos como percentual do produto, descobre-se que a China (44,6% do PIB) assume o primeiro lugar. A Índia (30,9%), a Rússia (23,9%) e os EUA (20,6%) aparecem logo em seguida colocando o Brasil – com 15,1% do produto em investimento – na última posição.</p>
<p style="text-align: justify;">O quadro se repete no que se refere ao nível de poupança como proporção do produto. A China (46% do PIB) lidera o grupo. A Índia (29,1%), a Rússia (25,9%) e os EUA (18,9%) aparecem logo atrás ficando à frente do Brasil (14,7%).</p>
<p style="text-align: justify;">Eles são mais homogêneos quando vistos sob a óptica da variação do nível de preços e da carga tributária. A inflação anual chinesa é a menor de todas (1,6%), sendo secundada pela dos EUA (2,1%), enquanto que os outros três países possuem taxas na casa dos 3,5% ao ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, a receita governamental total é maior na Rússia, que ocupa o primeiro lugar (33,2% do PIB), ficando os EUA com a segunda posição (30,9%), o Brasil com a terceira (30,8%), a China na quarta (28,3%) e a Índia na quinta (19,8%).</p>
<p style="text-align: justify;">A triste nota é que, dentre esses cinco, o Brasil possui de longe a maior taxa de desemprego: 12,77% da força de trabalho, em 2017. Enquanto isso, os outros quatro vivem, praticamente, num estado de Pleno Emprego. Na Rússia, a taxa de desocupação é de 5,2%; nos Estados Unidos, 4,35%; na China, 3,9% e na Índia, 2,56% nesse mesmo ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;info&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OS PERFIS DE COMÉRCIO EXTERIOR</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todas as cinco nações estão inseridas no seleto clube de países que participam com mais de 1% das exportações mundiais. Todavia, há uma disparidade considerável entre eles.</p>
<p style="text-align: justify;">A China, com 12,77% dos níveis de exportações do planeta, em 2017, é a principal potência comercial do grupo. Em seguida, aparecem os EUA, com 8,72% desse volume.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem mais distante aparecem Rússia, com 1,99% desse total; Índia, com 1,68% e o Brasil, fechando esse pequeno agrupamento, com 1,23% do patamar mundial de exportações.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre eles, somente Rússia (2,6% do PIB) e China (1,4%) apresentaram saldos positivos em suas Contas Correntes, EUA (2,4%), Índia (2,0%) e Brasil (0,5%) obtiveram déficits como resultados em suas transações reais com o resto do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, chamam a atenção os perfis de comércio exterior desses países. A China, com 93% de participação dos manufaturados em sua pauta comercial; os EUA, com 74,9% e a Índia, com 70,5%, são os de maior grau de elaboração nesse segmento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, o Brasil, com 37,9% de participação de bens manufaturados e a Federação Russa, com 21,8%, são os mais primarizados dentre os cinco. Mesmo assim, ambos os países possuem diferentes perfis de comércio exterior. A Rússia tem na exportação de combustíveis e bens minerais o seu carro-chefe (62,9% do volume total), ao passo em que os brasileiros concentram sua pauta em bens agrícolas (41,5%).</p>
<p style="text-align: justify;">Tais números vão resultar num mosaico bastante heterogêneo, de um modo que o volume de comércio norte-americano chega a 13,4% do seu produto e gera um valor per capita de US$ 7.8 mil. Já chinês representa 12% do seu produto, criando um valor per capita de US$ 1.1 mil.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, na Rússia esses indicadores são, respectivamente, de 24% e US$ 2.3 mil. No Brasil, de US$ 12% e também US$ 1.1 mil e, por fim, na Índia, cujo comércio exterior representa 20,5% do seu PIB ao passo em que ele formata um valor per capita de apenas US$ 368.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[/box]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A MÃO VISÍVEL DO ESTADO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, de acordo com a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), por meio do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://stats.oecd.org/index.aspx?DataSetCode=PMR"><em>Product Market Regulation (PMR)</em></a></span> – um conjunto de indicadores que mensura o grau de barreiras à competição e ao empreendedorismo e o volume da intervenção estatal – esses dínamos da economia mundial não possuem grandes níveis de liberalidade econômica.</p>
<p style="text-align: justify;">Na edição de 2013 dessa pesquisa – que foi a última a trazer dados em conjunto sobre o quinteto – os EUA, que são o único membro da OCDE dentre os cinco países, são superados por vários outros integrantes do referido organismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Com um índice de 1,59 pontos, o seu grau de regulação está acima da média desse bloco – que é de 1,48 pontos – e longe dos líderes dessa lista: Reino Unido (1,08 pts.) e Holanda (0,92 pts.).</p>
<p style="text-align: justify;">No que concerne ao desempenho dos outros quatro países, vê-se que a Rússia é o de menor graduação (2,22 pts.), seguido por Brasil (2,54 pts.), China (2,86 pts.) e, por fim, a Índia (3,10 pts.).</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no âmbito do PMR 2013, torna-se mais curioso ainda quando se observa que, na dimensão controle estatal da economia, o Brasil aparece com a menor nota do grupo (2,51 pontos). Logo depois, surgem os EUA (2,70 pts.), seguidos pela Rússia (3,41 pts.), China (3,57 pts.) e Índia (4,02 pts.).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir desses dados, fica nítido que uma das marcas dessas economias é o peso da “Mão Visível” do Estado como elemento influenciador da coordenação normativa das relações sociais de produção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;warning&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> MODELOS PRÓPRIOS DE DESENVOLVIMENTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As vantagens advindas das combinações desses fatores é que esses países têm uma maior liberdade para criarem modelos próprios de desenvolvimento do que as demais nações do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo nesses países é grande em relação aos seus pares. Tudo neles envolve escalas raramente compartilhadas em outros cantos da economia-mundo. A simples mobilização de seus fatores de produção já criam externalidades positivas que potencializariam o seu próprio desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao que tudo indica, China, Federação Russa e Índia perceberam isso. Mesmo com todos os percalços, os seus níveis de desenvolvimento nas últimas décadas são dignos de nota.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto que, nesses últimos trinta anos, segundo dados disponibilizados pelo Banco Mundial, esses dois primeiros praticamente <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.DDAY?end=2017&amp;locations=US&amp;start=1990&amp;view=chart">erradicaram a pobreza extrema</a></span> ao passo em que o subcontinente indiano reduziu os seus níveis a menos da metade.</p>
<p style="text-align: justify;">E todo esse cenário foi montado em cima de um padrão de desenvolvimento autônomo e integrado, no qual cada uma das administrações políticas voltou-se para a expansão dos níveis sociais de bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que essas nações estão em níveis de desenvolvimento distintos, suas institucionalidades em graus diversos de consolidação, mas uma coisa é patente: todas elas possuem os insumos básicos para se tornarem lugares melhores para se viver, basta apenas se organizarem politicamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[/box]</strong></p>
<p><strong>(*)</strong> <strong>Emerson Sousa é Mestre em Economia pelo NUPEC/UFS e doutorando em Administração pelo NPGA/UFBA</strong></p>
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		<item>
		<title>A indústria sergipana regrediu e atrasou o crescimento nordestino</title>
		<link>https://teste.sosergipe.com.br/a-industria-sergipana-regrediu-e-atrasou-o-crescimento-nordestino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Feb 2019 13:59:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o início do século XXI, a economia sergipana vem perdendo a sua importância regional. Em 2002, o estado respondia por 5,3% da economia nordestina. Em 2016, essa participação decaiu para 4,3%. Isso aconteceu porque a economia sergipana expandiu-se menos do que a das demais unidades federativas da região Nordeste. Enquanto os outros estados cresceram, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-15807 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/LOGOMARCA-TATU-DEFINITIVA-300x146.jpg" alt="" width="382" height="186" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/LOGOMARCA-TATU-DEFINITIVA-300x146.jpg 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/LOGOMARCA-TATU-DEFINITIVA-768x375.jpg 768w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/LOGOMARCA-TATU-DEFINITIVA-1024x500.jpg 1024w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/LOGOMARCA-TATU-DEFINITIVA.jpg 1928w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" />Desde o início do século XXI, a economia sergipana vem perdendo a sua importância regional. Em 2002, o estado respondia por 5,3% da economia nordestina. Em 2016, essa participação decaiu para 4,3%.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso aconteceu porque a economia sergipana expandiu-se menos do que a das demais unidades federativas da região Nordeste. Enquanto os outros estados cresceram, em conjunto, algo em torno de 55,6%, Sergipe viu a sua riqueza aumentar em apenas 25,7% nesses 14 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de um espasmo de queda em 2009, o ano da inflexão da economia sergipana é 2012. Até essa data a economia sergipana cresceu 43,2% mas, a partir daí até 2016, sofreu uma queda da ordem de 12,2%, sendo essa a maior retração dentre os estados nordestinos nesse último período.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, a tendência sempre foi a da diminuição da participação da indústria na composição do produto sergipano. No alvorecer do século, o setor cobria 29% da riqueza gerada nessas terras. Década e meia depois, essa proporção é de somente 18%. Nenhum outro estado nordestino experimentou tamanha queda.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente, o produto per capita também cresceu menos. Entre 2002 e 2016, segundo cálculos feitos a partir de números fornecidos pelo IBGE, o produto per capita sergipano cresceu apenas 2,4% contra 32,2% do grosso dos demais estados do Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify;">Em assim sendo, Sergipe, que era o primeiro produto per capita nordestino, em 2002, foi para o terceiro lugar em 2016. E apenas para se ter uma dimensão do que isso representa: se a trajetória até aqui observada continuar pelos próximos dez anos, o produto per capita sergipano tenderá a ser o menor da região.</p>
<p style="text-align: justify;">Ressalte-se que esse fenômeno pode chegar a acontecer até mesmo antes dessa data, tendo em vista que a população sergipana, entre 2002 e 2016, aumentou a uma taxa superior daquela observada para o Nordeste. Foram 22,7% no estado em 14 anos, contra 16,5% da região.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, é bom deixar claro que não é o fator demográfico o cerne da questão. É importante ter em mente que a principal causa desse quadro foi a redução da relevância relativa da indústria sergipana.</p>
<p style="text-align: justify;">No início do século ela correspondia a 7,6% do total do setor no Nordeste. Em 2016, essa fração era de 4,5%. Isso depois de ter alcançado, em 2008, quase 8,1% desse agregado macroeconômico.</p>
<p style="text-align: justify;">A indústria nordestina como um todo avançou 31,5% de 2002 a 2016, enquanto que a atividade de transformação sergipana encolheu nada menos que 21,8%. Chama a atenção o fato de que o Piauí, no mesmo período, viu o seu setor secundário ampliar-se em 68,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">O recuo da indústria sergipana foi de tal monta que, em 2002, somente 13 municípios brasileiros detinham um volume de valor adicionado pelo setor manufatureiro superior ao do estado. Em 2016, esse total era de 25 localidades. Sendo que, de modo inédito, quatro na região Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra nota triste dessa história é a de que, mesmo nos momentos de expansão, a resposta da indústria sergipana foi aquém do ocorrido ao nível regional. Sem o estado de Sergipe, o Nordeste experimentou um crescimento de 42,7%, entre 2002 e 2012, e uma contração de 4,8%, de 2012 até 2016.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;warning&#8221; align=&#8221;alignright&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">Se a indústria sergipana é inserida nesse cômputo, o crescimento industrial nordestino é de 42,5%, no primeiro período, e a sua redução, nesse segundo momento, é de 7,5%. Torna-se difícil admitir, mas Sergipe impactou negativamente a economia do Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify;">O setor industrial foi tão importante para a formação desse contexto que, se a manufatura sergipana ainda contribuísse para a indústria nordestina no mesmo patamar de 2002 – os já referidos 7,6% &#8211; o estado ainda seria dono de quase 5% da economia da região.</p>
<p>[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, se Sergipe pensa em recuperar as posições perdidas no âmbito da economia nordestina, ele precisa, de algum modo, encontrar meios de dinamizar novamente o seu segmento de transformação.</p>
<p><strong>Fábio Salviano, sociólogo</strong></p>
<p><strong>Emerson Sousa, economista</strong></p>
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