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	<title>Arquivo para PSTU - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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	<title>Arquivo para PSTU - Só Sergipe</title>
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		<title>Sergipe terá candidata a presidente da República</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2018 08:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[intervenção]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca antes na história de Sergipe, uma mulher se candidatou a presidente da República. Pois, agora, chegou a vez da costureira de sapatos e bacharel em Ciências Sociais, Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado, se lançar a esse desafio pelo PSTU.  Ela ainda é pré-candidata, assim como os demais, mas o PSTU nacional já bateu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nunca antes na história de Sergipe, uma mulher se candidatou a presidente da República. Pois, agora, chegou a vez da costureira de sapatos e bacharel em Ciências Sociais, Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado, se lançar a esse desafio pelo PSTU.  Ela ainda é pré-candidata, assim como os demais, mas o PSTU nacional já bateu o martelo. Em abril, haverá o lançamento da pré-candidatura. “Sou mulher negra, pobre e operária, disse Vera Lúcia, 50 anos, mãe de duas filhas e também avó de uma menina. Por duas vezes, ela foi candidata a governadora de Sergipe, mas sem sucesso e agora diz que está pronta para aceitar o desafio. “Vai ser uma campanha muito difícil, porque não teremos tempo de expressarmos as nossas ideias”, reclama, pois terá apenas três segundos no rádio e televisão. “O tempo de TV a gente não discute, diante da falta de democracia nesse país”. De forma aberta é a intervenção no Rio de Janeiro, a outra é no Congresso Nacional, através da lei eleitoral que, por exemplo, dá a um partido como o nosso apenas três segundos da televisão. Agora, me diga: você pode conhecer o programa do PSTU em apenas três segundos?”, rebela-se.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Só Sergipe – Com ocorreu a decisão da direção nacional do PSTU em lançar seu nome como candidata a presidente da República?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vera Lúcia &#8211;</strong> Foi uma decisão do partido. Agora, nós vamos fazer o pré-lançamento no início de abril, mas ainda estamos definindo a data. Depois haverá a convenção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Qual foi a base que o partido teve para o seu nome ser um consenso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL –</strong> O que o partido analisou foi o meu tempo de militância para apresentar, da melhor forma possível, o nosso programa em benefício da classe trabalhadora nacionalmente. Então o partido me incumbiu dessa tarefa.  O PSTU acha que eu reúno as condições para esse desafio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – A senhora já foi candidata a governadora de Sergipe duas vezes, mas sem sucesso. Agora, pleiteando um cargo maior, o que muda com relação ao discurso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL &#8211;</strong> Não é a experiência de ser candidata, mas experiência de anos e anos de muita luta com a classe trabalhadora aqui no Sergipe, que nos dá condições de ter nas mãos essa tarefa de ser candidata a presidente.  Você amplia a dimensão: a solução que eu daria para os problemas dos trabalhadores aqui em Sergipe ou em Aracaju, é a mesma para os trabalhadores em nível nacional. Todas as questões que estão relacionadas às necessidades de saúde, transporte e moradia, as relações da economia e a política são locais e nacionais. Temos que observar as necessidades do conjunto da classe trabalhadora e apresentar uma solução nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Qual será a estratégia da senhora para ficar conhecida nacionalmente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL –</strong> A tarefa que o partido está colocando, não só para candidatura a presidência, mas os demais cargos, é apresentar aos trabalhadores a necessidade que nós temos de se organizar e se rebelar contra todos os desmandos e ataques que eles vêm sofrendo. Seja ela empregada ou desempregada, idosa ou jovem, principalmente as mulheres pobres e negras deste país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Quem vai ser o candidato a governador de Sergipe pelo PSTU?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL –</strong> O nosso partido está discutindo ainda. Mas em abril estaremos com todos os nomes dos candidatos no país, os pré-lançamentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – A senhora como candidata vai enfrentar nomes bastante conhecidos, como Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e até mesmo a jornalista Patrícia Poeta, pois todos já disseram que serão candidatos.   Como a senhora esta se preparando para bater de frente com Bolsonaro, Geraldo Alckmin, entre outros?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Bolsonaro é uma figura que está há anos no Congresso Nacional, extremamente preconceituoso, incita todo tipo de violência e nós vamos apresentar um programa frontalmente contra essa postura. E contra os outros também. Vamos apresentar um programa com as nossas necessidades e não tem porque ter medo disso. Pior do que esses discursos, são a fome e a miséria com as quais nos deparamos. O preconceito e a violência que nos deparamos todos os dias. Vamos nos organizar e nos rebelar contra isso tudo. Nosso programa é totalmente diferente de todos. O Geraldo Alckmin todos conhecem que ele defensor da ditadura militar, uma candidatura que não resolve a situação da classe trabalhadora.</p>
<p><strong>[/box]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Imagine que a senhora ganhe a eleição para presidência. O Rio de Janeiro está com intervenção federal na segurança pública. Como a senhora vê essa intervenção e qual será sua atitude, caso seja eleita?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL-</strong>Não se acaba a violência com mais violência. O Exército é treinado para guerra. O que os pobres que moram nos morros do Rio conhecem é a falta de segurança, saneamento, emprego e tudo. E muitas vezes, para aquela juventude pobre e negra, o que se abre é a porta do crime. Então, para resolver isso, não é uma ditadura militar, como não também não eram as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora). Eles precisam é de emprego, escola. Se ela tiver isso, não precisa de polícia. Minha primeira tarefa é organizar a classe trabalhadora para que ela de fato governe e construa um Estado que seja seu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Vocês já estão discutindo o tempo de TV, para quando começar a campanha?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL –</strong> O tempo de TV a gente não discute, diante da falta de democracia nesse país. De forma aberta é a intervenção no Rio de Janeiro, a outra é no Congresso Nacional, através da lei eleitoral que, por exemplo, dá a um partido como o nosso apenas três segundos da televisão. Agora, me diga: você pode conhecer o programa do PSTU em apenas três segundos. A eleição na verdade, é a expressão da falta de democracia. E serve somente aos grandes partidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – O PSTU já estuda alianças?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL –</strong> Nós já fizemos alianças com o PCB, com o PSOL.  Mas temos programas totalmente diferentes. O programa apresentado pelo PSOL para classe trabalhadora é uma aliança com a burguesia. Nós não queremos um paliativo, mas uma solução real para os trabalhadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Valadares e Edvaldo buscam apoio para o segundo turno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 09:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os  candidatos a prefeito de Aracaju &#8211; Edvaldo Nogueira (PCdoB) e  Valadares Filho (PSB) – já iniciaram as tratativas para  possíveis alianças no segundo turno, cuja votação acontecerá no dia 30 de outubro.  Pelo menos João da Tarantella (PMN) e Dr. Emerson (Rede)  foram procurados, mas disseram que só terão uma definição depois de  reunião [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os  candidatos a prefeito de Aracaju &#8211; Edvaldo Nogueira (PCdoB) e  Valadares Filho (PSB) – já iniciaram as tratativas para  possíveis alianças no segundo turno, cuja votação acontecerá no dia 30 de outubro.  Pelo menos João da Tarantella (PMN) e Dr. Emerson (Rede)  foram procurados, mas disseram que só terão uma definição depois de  reunião com a executiva dos respectivos partidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Edvaldo Nogueira, que ficou em primeiro lugar com  99.815  votos (38,76%), disse que vai buscar apoio dos eleitores de outros candidatos. “E vamos conversar com candidatos, a exemplo de Dr. Emerson (Rede) para tentar construir um apoio, um caminho de união com o partido dele”, disse. Questionado sobre um possível apoio do  prefeito João Alves Filho (DEM), ele disse que o demista sempre foi um adversário “que está fora do nosso arco de aliança e da nossa coligação”.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">O Dr. Emerson disse que na manhã desta terça-feira, 4, terá um posicionamento. Ele deu três alternativas:  ou apoiar Valadares, ou apoiar Edvaldo ou não apoiar ninguém. O nome de  João da Tarantella (PMN) não foi citado por Edvaldo Nogueira.</p>
<p style="text-align: justify;">[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">Valdares Filho, que obteve 98.071 votos, vai correr atrás, agora, dos  59.619 votos daqueles que não optaram nem por ele e nem por Edvaldo Nogueira. “O eleitor é um cidadão livre para optar por quem ele bem quiser. Mas espero que uma expressiva maioria desses quase 60 mil eleitores tenha o nosso nome como opção. Sou grato a ele desde já”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Valadares disse, ainda, que  tem os 14 mil eleitores de João da Tarantella, “a quem peço que analisem o nosso programa de governo. Queria dizer aqui a quem votou em João Alves, em Dr. Emerson, em Tarantela, em Sônia Meire e em Vera Lúcia que gostaria muito que eles me concedessem o privilégio dos seus votos no segundo turno. Fiquei feliz, e surpreso, com a expressiva votação de mais de 23 mil do Dr. Emerson. Ele merece. É uma figura por quem tenho muito apreço. Um vereador de primeira linha, um homem que prega uma revolução de costumes na política e cujo pensamento novo muito se assemelha ao meu”.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;warning&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">João da Tarantella, por sua vez, disse que não pretende subir em palanque de nenhum dos dois, mas  deixou a decisão de apoiar um ou outro para executiva do partido. Essa decisão deverá ser conhecida até sexta-feira. Sonia Meire (PSOL) também  vai se decidir quanto ao apoio, mas até o momento nenhum dois candidatos a procuraram. E Vera Lúcia (PSTU) não foi procurada e anunciou que não apoiará ninguém. &#8220;E direi aos meus eleitores que não votem em nenhum deles&#8221;, acrescentou. Vera teve 4.278 votos (1,66%) e Sônia Meire 6.436 votos (2,50%).</p>
<p style="text-align: justify;">[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">O candidato do PSB comentou, também, que estranhou algumas condutas  de institutos de pesquisa e disse que viu com precisão outros. “Acho que alguns desses institutos não foram felizes em suas metodologias. Mas nem tudo é erro. Veja com que precisão o Dataform, um instituto da terra, mediu na sexta, dois dias antes da eleição, o resultado. Ele previu que o candidato do PC do B/PT teria 1,02% à minha frente. Teve, oficialmente, 0,67%. Isso é profissionalismo. Isso é lisura estatística”, ressaltou.</p>
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		<title>&#8220;Aracaju é linda para quem tem dinheiro&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Aug 2016 13:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
		<category><![CDATA[BRT]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Valadares Filho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Quem de fato, constrói essa cidade, esta à margem dela. Então Aracaju é muito linda, muito bem tratada para quem tem dinheiro. Para quem não tem, é como outra cidade qualquer: é violenta, suja e feia”. É dessa forma que candidata a prefeita de Aracaju, Vera Lúcia, PSTU, vê Aracaju, uma capital voltada para as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>“Quem de fato, constrói essa cidade, esta à margem dela. Então Aracaju é muito linda, muito bem tratada para quem tem dinheiro. Para quem não tem, é como outra cidade qualquer: é violenta, suja e feia”. É dessa forma que candidata a prefeita de Aracaju, Vera Lúcia, PSTU, vê Aracaju, uma capital voltada para as elites e dominada pela iniciativa privada. Se eleita, ela pretende estatizar a coleta de lixo da capital que, atualmente, em sua opinião, pelo fato de estar privatizada, “manda na prefeitura e financia a campanha destes senhores que concorrem à prefeitura e a Câmara Municipal”. Com 48 anos de idade e uma das fundadoras do partido no Estado, Vera Lúcia com vasta experiência na área sindical e formada em Ciência Sociais, disputou sua primeira eleição para vereadora, em 1996, e daí para cá não parou mais de concorrer.   Também, tentou ser governadora, prefeita, deputada federal, mas sem sucesso. Agora,  mais uma vez, Vera quer ser prefeita de Aracaju e assegura, que se eleita, vai governar o município com a classe trabalhadora, tendo com foco o transporte público, educação e saúde. Ela, por exemplo, critica as elites que, quando adoecem, não vão para os hospitais públicos do Estado, mas sim para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. “Se fossem tratados aqui, será que ainda estariam vivos?”, alfineta.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SÓ SERGIPE</strong> &#8211; Vera Lúcia, a senhora tem um histórico enorme de concorrer em eleições – para prefeita de Aracaju e governadora de Sergipe – mas ainda não ganhou. Água mole em pedra tanto bate até que fura?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VERA LÚCIA</strong> – Nós temos o dever de participar das eleições e oferecer a classe trabalhadora e ao povo pobre, um programa que atenda, de fato, as suas reais necessidades. E com isso, nós também tentamos entrar no parlamento ou mesmo concorrer a um cargo executivo.  Mas nós do PSTU somos um tipo de partido que não tem nenhum tipo de ilusão das eleições. Somos daqueles que defendem que os trabalhadores só terão atendidas suas necessidades através da luta direta, de forma organizada. Nenhuma grande conquista da classe trabalhadora nesse país foi adquirida através das eleições. Mas através das suas lutas e nós participamos das eleições, tanto para denunciar o processo que é antidemocrático da própria democracia que é ofertada, denunciar as condições e chamar os trabalhadores a se organizar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong>– O que a candidata Vera traz de proposta nessa eleição?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> &#8211; Todas as aquelas que atendam as necessidades mais sentidas da classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, nós temos uma tarefa nessas eleições, principalmente, que é de denúncia e do fim dos privilégios dos políticos nesse país. Nós vamos chamar o “Fora Temer”, mas também o “Fora todos”. Vamos exigir que se faça uma eleição com novas regras, onde, por exemplo, tanto o eleito no legislativo como no executivo, seja tratado na rede pública de saúde, na rede pública de ensino, que use o transporte público da cidade. Porque ele só vai cuidar daquilo que o povo usa, quando ele também usar. É muito fácil você dizer que vai ofertar saúde, educação e transporte públicos de qualidade, quando você tem carro com motorista, quando é tratado no Hospital Sírio Libanês às custas do Estado, enquanto povo morre por falta de assistência nos hospitais públicos.  O prefeito João Alves (DEM) fez um novo cartão postal, enquanto aqui as pessoas morrem de câncer, porque não tem remédio para quimioterapia. Câncer mata. Quem paga por esse crime das pessoas não terem direito a sobrevida. João Alves e a senadora Maria do Carmo estão vivos. Eles tiveram câncer. Se tivessem sido tratados do Huse ou no Cirurgia, será que estavam vivos? Então, nas eleições, nós vamos tratar das coisas dessa forma. Os trabalhadores, quando não cumprem direito as suas tarefas, eles perdem o emprego. Por que o político que mente e rouba a população não pode perder o seu mandato imediatamente? Por que o político que foi eleito dizendo que ia fazer uma coisa e chega lá e faz outra, não perde o seu mandato?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;warning&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – Temos exemplos disso aqui?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Aqui em Aracaju, João Alves foi eleito dizendo que não ia aumentar a passagem de ônibus e aumentou. E é muito cara. Mentiu para população. Disse que ia fazer um BRT, mas fez a listinha de tinta nas avenidas, colocou uma lei para multar as pessoas, que depois o Ministério Público foi lá e retirou, mas o BRT de verdade não chegou. Agora, ele vai mentir novamente dizendo que o grande sonho da vida dele é o BRT.  Isso é uma mentira deslavada. Todo mundo sabe que o sonho da vida de João Alves nunca foi fazer um BRT, mas grandes cartões postais. E o seu governo é conhecido assim. A mesma coisa são os vereadores.</p>
<p style="text-align: justify;">[/box]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – A senhora tem um foco na educação e saúde, não é?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Queremos que a saúde, educação e todos os serviços públicos sejam garantidos com todos os recursos. Hoje, boa parte dos recursos públicos são destinados à iniciativa privada. Nem todo recurso público, seja ele arrecadado pelo município, estado ou União são destinados à saúde e educação públicas.   Mas sim a iniciativa privada.  Você não investe nos serviços públicos. Você só vai poder ofertar saúde e educação quando destinar esses recursos, exclusivamente, para isso, o que não ocorre hoje?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> &#8211; O que agregou à sua experiência, da primeira eleição em 1996 até agora?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – A idade (risos). O que agrega do início da minha militância para cá, é que temos observado que os trabalhadores, agora, estão muito chateados com os políticos e com as eleições. Isso é fruto de uma experiência de quase 30 anos, onde o povo é chamado a votar a cada dois anos e eles são enganados.  A cada eleição se renova a esperança e toda vez que passa, eles são decepcionados. Há uma decepção muito grande com a maior direção da classe trabalhadora que é o PT. Significa dizer que essas eleições serão difíceis.  Além de ter essa bronca de ser enganado por décadas, numa democracia que só existe para os ricos, e não resolve os problemas dos pobres.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> &#8211; O que motivou o rompimento da Frente de Esquerda que era PSOL, PSTU e PCB?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Nós somos defensores de que cada eleição é única e ela responde a um determinado momento conjuntural. Nós já fizemos Frente de Esquerda com o PSOL e PCB. Já saímos sozinhos em outras eleições e dessa vez nós optamos por sair sozinhos, porque temos uma palavra de ordem e um programa que é distinto, embora seja parecido. O Brasil passa por crise política, econômica e social. No auge da crise política, quando a presidente Dilma Rousseff estava impedida de seguir o seu mandato, por conta de improbidade administrativa, embora não seja bem isso, ela ficou sem lastro social. Nesse momento, o único partido que não se colocou nem a favor e nem contra a presidente foi o PSTU. Se nós não confiamos na direita tradicional, porque a vida inteira sempre explorou e é corrupta desde o seu nascedouro, o PT montou uma quadrilha para se manter a frente do Estado. E nós não podemos ser coniventes com isso. A vida inteira, nós denunciamos que o PT trairia a classe. A vida inteira o PSTU passou se diferenciando do PT e denunciando que esse partido chegaria onde ele chegou. Não é agora, que ele esta chafurdando na lama da corrupção, depois de ter traído descaradamente a classe trabalhadora, que nós do PSTU passaríamos para o seu lado. Isso é uma das razões pela qual nós saímos nessa Frente de Esquerda. A outra, é que somos a favor do Fora Temer, mas somos a favor do Fora Todos. E nós somos a favor do Fora do Temer, mas não somos a favor do Volta Dilma, que é outra ala da esquerda que defende. Não vamos para o ato nem de um, nem de outro. Construímos atos alternativos. E por que isso? Porque entendemos que é impossível, comprovado de que não dá para combinar os interesses dos empresários com os dos trabalhadores, pois são opostos. O interesse dos empresários, nesse momento, é fazer uma concorrência de morte, e vai se segurar nessa crise econômica quem tem condições e faz isso passando por cima de todo o resto. Qual a luta dos trabalhadores? Para trabalhar, para garantir moradia, comida na mesa, saúde, educação. Só que isso vai contra o interesse de quem quer voltar a ter lucro. Portanto, são coisas diferentes e você precisa ter um lado. E o PSTU tem um único lado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – O que diferencia vocês dos demais candidatos, além do que a senhora já colocou?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – O PSTU, que eu milito desde a fundação, que completou em julho completou 22 anos. Foi o único partido que não foi citado na Lava Jato, não consta na lista de nenhuma empreiteira. Essa é uma diferença muito importante. A outa é que nossa campanha não vai para todos os lugares. Nós vamos fazer junto à classe trabalhadora, nos bairros, nas fábricas.  Vamos onde está a juventude negra deste país, que é criminalizada. Que disse que ela é violenta, mas não diz o quanto ela é violentada. Isso nos diferencia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – Qual foi a sua maior votação nesse seu currículo de eleições?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Nosso partido, apesar de ser pequeno, nós tivemos votações bem expressivas. Por exemplo. Na campanha passada para prefeitura de Aracaju, nós ficamos em terceiro lugar.  E para deputada federal, fui a 10ª mais votada. Aqui em Aracaju, nós tivemos mais votos do que todos os candidatos do PT.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – Como você avalia os demais candidatos, os seus concorrentes?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Como concorrentes (risos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – Só isso?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Como concorrentes, mas não só. Alguns são politicamente inimigos, porque tem objetivos distintos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – Quem, por exemplo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Quem vai governar para direita, para os empresários. São inimigos da classe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – Da para citar nomes?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Por exemplo, as candidaturas de Valadares Filho (PSB), de João da Tarantela (PMN), João Alves (DEM), Edvaldo Nogueira (PCdoB). Edvaldo traiu, descaradamente, a classe trabalhadora. O PT traiu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – E candidata Sônia Meire?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Ela é uma candidata que, muito embora se coloque para os trabalhadores, o PSOL é um partido que não se corrigir a sua rota, tende a chegar no mesmo lugar aonde chegou o PT. Isso já se expressa nas alianças que estão sendo feitas país a fora. A exemplo de Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – O que a senhora pretende fazer para melhorar o sistema de saúde, transporte coletivo, coleta de lixo, saneamento básico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – A do transporte público e coleta de lixo a primeira tarefa é estatizar o setor, que é privatizado. São concessões que a prefeitura faz, para que inciativa privada se aproprie disso, lucre muito e preste serviço pouco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> – E manda na prefeitura também?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – E ainda manda na prefeitura porque, na verdade, é quem financia campanha destes senhores que estão aí concorrendo, tanto da prefeitura, como vereadores. Então, primeira tarefa é estatizar. A outra, é que precisamos governar Aracaju, não apenas assentado na Câmara. Mas que ela esteja subordinada a conselhos populares, que não tem nada a ver com orçamento participativo que o PT colocou.  Os conselhos são organizações de trabalhadores, no local de trabalho e moradia, discutindo quais são os problemas e do orçamento. Dizer como será a destinação de recursos, para ver qual a prioridade, por onde começa. A nossa tarefa o PSTU governar para os trabalhadores, mas queremos que os trabalhadores governem com o PSTU.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS</strong> &#8211; A cidade de Aracaju é hoje bem ou mal gerida?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VL</strong> – Ela nunca foi bem gerida. Ela é bem gerida para quem tem dinheiro. Se você olhar para a 13 de Julho, aquilo é uma graça. Você passa a noite, tem gente cuidando dos jardins, você não ver papel no chão, lixo jogado. Agora, vai ao Lamarão, na Soledade, no Santos Dumont, no Coqueiral, no bairro Industrial, no Porto Danta. Aí a gente vê como é que é Aracaju. Ela é gerida, e é uma cidade muito bonita e confortável para quem tem dinheiro para desfrutar dela. Mas os pedreiros que constroem para a especulação imobiliária e moram na periferia da cidade ou fora dela. Quem de fato, constrói essa cidade, esta à margem dela. Então Aracaju é muito linda, muito bem tratada para quem tem dinheiro. Para quem não tem, é como outra cidade qualquer: é violenta, suja e feia.</p>
<p style="text-align: justify;">[/box]</p>
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