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	<title>Arquivo para vida - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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	<title>Arquivo para vida - Só Sergipe</title>
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		<title>Num país inseguro, o novo alvo são as escolas de tiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2019 04:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A conta  é inversamente proporcional. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), através das Polícias Militar e Civil, apreendeu 1.343 armas de fogo em 2018,  a Polícia Federal registrou para a posse, somente 448 no mesmo período.  Em 2017, também, foram mais armas apreendidas do que registradas:  1.202, ante 469 da PF. Agora, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A conta  é inversamente proporcional. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), através das Polícias Militar e Civil, apreendeu 1.343 armas de fogo em 2018,  a Polícia Federal registrou para a posse, somente 448 no mesmo período.  Em 2017, também, foram mais armas apreendidas do que registradas:  1.202, ante 469 da PF. Agora, com  a flexibilização, concedida por decreto pelo presidente Jair Bolsonaro, cresce a expectativa nas escolas  de tiro, que já começam a  ter a procura de alunos interessados em aprender a manejar uma arma de fogo.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom esclarecer, que a SSP não informou se no meio das armas apreendidas ao longo de 2017 e 2018 existem as registradas, que podem ter sido usadas para qualquer tipo de crime. O empresário Marco Aurélio Pinheiro, da Escola de Tiro Pinheiro, acredita que não haja nestas apreensões da polícia um número expressivo de armas legalizadas.  “Hoje, 70% das armas apreendidas são ilegais. Ou seja, não têm registro”, acredita.  E como o assunto voltou à agenda do dia com força total, depois que Jair Bolsonaro assinou o decreto flexibilizando a compra, Marco Aurélio pretende fazer uma palestra para explicar, não só aos alunos da sua escola, mas também à comunidade, o que mudou com essa decisão presidencial.</p>
<figure id="attachment_15587" aria-describedby="caption-attachment-15587" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-15587 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/clube-de-tiro-pinheiro-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/clube-de-tiro-pinheiro-300x200.jpg 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/clube-de-tiro-pinheiro.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-15587" class="wp-caption-text">No Clube de Tiro Pinheiro, a procura por aulas tem sido constante</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Mas, as pessoas estão mesmo interessadas em aprender a usar uma arma de fogo? A resposta é sim e, em alguns casos, a procura não começou  nestes últimos dias. A Escola Pinheiro tem diversos alunos há mais de dois meses, de ambos os sexos. É um clube de tiro esportivo, claro. Mas a pessoa aprende o manuseio, além da legislação pertinente, inclusive com as novidades do governo Jair Bolsonaro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais procura</strong>  &#8211; O presidente da Federação Sergipana de Tiro,  Marcelo Soares, disse que cinco a seis pessoas têm ligado, diariamente, para a entidade, a fim de saber como aprender a usar uma arma e os valores do curso. Logo, deverá haver uma turma formada para estes novos  alunos. O custo fica em torno de R$ 500 a R$ 700 para oito horas de aula. Mas somente depois de ter o certificado do curso, avaliação psicológica e com documento de  antecedentes criminais, é que o cidadão pode se dirigir a uma loja e comprar a arma. O interessado pode procurar  a federação pelos telefones 3027.8530 e 9686.9530,  no horário comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcelo ressaltou que, mesmo com a flexibilização, as normas para quem quer ter a posse de uma arma de fogo continuam as mesmas. “O que o decreto presidencial fez foi tirar a subjetividade, da forma que era anteriormente”, disse Marcelo que, como operador de segurança pública, frisou que esse poder discricionário da autoridade foi retirado.   Ele defende que ainda haja um pouco de subjetividade na hora de liberar a compra das armas para que a pessoa tenha a posse.</p>
<p style="text-align: justify;">Poucos dias antes do presidente Jair Bolsonaro assinar o decreto flexibilizando a compra, nas escolas já havia uma mobilização. Que o diga a Federação Sergipana de Tiro Esportivo que, diariamente, tem recebido cinco a seis ligações de pessoas buscando informações sobre o curso. A princípio, o decreto não dá direito ao porte, ou seja, a pessoa poder andar armada nas ruas, mas sim à posse.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Se um dia eu vier a usar minha ama, será para defesa pessoal&#8221;</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">“Eu vou me defender, lutar pela minha vida. Não vou permitir que ninguém me maltrate e nem ao meu filho. Eu tenho esse direito. Se um dia eu vier a usar minha arma, será para minha defesa pessoal”. O depoimento é da bacharela em Direito e professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Jovanka Leal, 47,  que há dois anos,  nem sabia distinguir um revólver calibre 38 de uma pistola 357.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela defende que a Lei Maria da Penha deveria ser mais extensa e dar às mulheres, o direito de andarem armadas para se defender.  “A mulher reata o relacionamento e leva sopapo de novo. Ele tem mandado de afastamento e não cumpre. O próprio Estado deveria ensiná-la a atirar e dar uma arma para ela, com porte e posse”, sugere Jovanka.</p>
<p style="text-align: justify;">A professora começou a estudar sobre armas com o doutorado em Direito Penal e Política Criminal, quando analisou a situação de  meninos apreendidos com arma praticando roubo. E ela mergulhou nesse universo e não saiu mais. Hoje, com o marido que é instrutor de tiro, ela mostra as habilidades na escola.</p>
<p><iframe title="A performance da professora Jovanka Leal, no clube de tiro" width="696" height="522" src="https://www.youtube.com/embed/Ko7GTRP9pE0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Ao estudar o desarmamento, Jovanka descobriu que o ex-presidente Lula deu ordem para que os delegados de polícia cerceassem ao máximo o pedido de posse e porte, hoje revisto por Bolsonaro. Ela, como praticante de tiro esportivo, conseguiu a posse pelo Exército, que regula essa modalidade. “O Exército sempre manteve uma postura coerente com  relação à arma de fogo”, disse a professora, que pode ter por essa instituição  até oito armas, ou seja, quatro no nome dela e outras quatro no nome do marido.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela entende que o cidadão tem direito a proteger a própria vida, conforme consta na Constituição, por isso concorda com a liberação na compra de armas. Jovanka só não concordou com a sugestão de guardar a arma num cofre, porque na hora de uma necessidade, pode não haver tempo hábil de ir buscá-la. Além do mais, diz, no curso são dadas todas as informações sobre os cuidados que a pessoa deve ter com o equipamento.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>&#8220;O Estado incompetente para defender o cidadão&#8221;</strong></h4>
<figure id="attachment_15556" aria-describedby="caption-attachment-15556" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class="wp-image-15556 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/EMANUEL-CACHO-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/EMANUEL-CACHO-300x189.jpg 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/EMANUEL-CACHO.jpg 610w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-15556" class="wp-caption-text">Criminalista Emanuel Cacho: &#8220;o cidadão tem direito à defesa&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">“O Estado foi incompetente para defender o cidadão, por isso, eu, como advogado e um dos juristas que trabalhou na construção do novo Código Penal, afirmo que o Estado não pode impedir o cidadão de praticar a autodefesa”, disse o criminalista Emanuel Messias Oliveira Cacho, que já foi secretário estadual de Justiça em Sergipe.</p>
<p style="text-align: justify;">“Somos o Estado mais violento do País”, disse, referindo-se a Sergipe, ao esclarecer que  no Código Penal, artigo 25, o Estado garante a legítima defesa. “Hoje, a violência está nas cidades e no meio rural. O cidadão tem que ter meios para defender a própria vida,  em virtude da ausência do Estado, que é ineficiente na questão da segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">O advogado concordou com a flexibilização para o porte de arma e acha que ele deve acontecer na zona rural e cidades onde há pouca segurança, desde que haja o devido treinamento. No entanto, não concorda com a posse de até quatro armas por pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Emanoel Cacho trabalhou firmemente no desarmamento, ajudou a recolher mais de três mil armas em Sergipe, mas votou contra  o Estatuto do Desarmamento, porque desarmou a população rural  “Defender a vida é um direito pessoal e intransferível.</p>
<p style="text-align: justify;">“A posse da arma sem registro é ilegal e tem que ser combatida a qualquer  custo”, assegura.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O CABARÉ DO VATICANO: MEMÓRIAS DE ARACAJU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2018 13:36:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A palavra francesa Cabaret serve para designar espaço de entretenimento com música, dança, frequentados por pessoas mais abastadas que marcou a vida daquele país no período da belle époque. No Brasil e em outras culturas ganhou também o sentido de prostíbulo, lupanar, casa de prostituição, puteiro, espaço procurado por homens não apenas para a obtenção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_11644" aria-describedby="caption-attachment-11644" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-thumbnail wp-image-11644" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-150x150.jpg 150w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg 300w, https://teste.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg 640w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><figcaption id="caption-attachment-11644" class="wp-caption-text">Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">A palavra francesa Cabaret serve para designar espaço de entretenimento com música, dança, frequentados por pessoas mais abastadas que marcou a vida daquele país no período da belle époque. No Brasil e em outras culturas ganhou também o sentido de prostíbulo, lupanar, casa de prostituição, puteiro, espaço procurado por homens não apenas para a obtenção de favores sexuais, mas também para encontros de final de tarde e nos períodos noturnos com amigos e muitas vezes até para tratar de negócios empresariais. Muitos ganharam notoriedade e foram imortalizados pela literatura. Bom exemplo é o Bataclan, em São Jorge dos Ilhéus, sul da Bahia, espaço central da trama da novela Gabriela, escrita por Jorge Amado. Em Aracaju, muitos ficaram notórios, como Alabama, Atlântico, Bela Vista, Epitácio, Fresca e Miramar.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, poucos, ganharam a notoriedade do Vaticano, um conjunto de 10 sobrados localizados entre a Praça das Sete Luzes, a avenida Otoniel Dórea e o Beco dos Cocos que no pavimento superior abrigava o famoso cabaré. O conjunto foi construído pelo empresário José da Silva, à época importante empreendedor imobiliário. A denominação se deve a suntuosidade da obra edificada ao final dos anos de 1920, logo inapropriadamente comparada pelo imaginário popular com a grandeza da Santa Sé.</p>
<p style="text-align: justify;">Constituir e dar publicidade a uma memória é a forma prática de oferecer as bases empíricas para a organização de um campo científico: o da História. A história é, por assim dizer, a forma científica de organização da memória. Esta, por ser fruto de uma escolha efetuada pela ação temporal das configurações humanas, se apresenta sob a condição de monumentos. Ou, quando tomada pelos historiadores, submetida ao trabalho destes, caracterizada como documento. O historiador Jacques Le Goff lembra que a palavra latina “monumentum” remete para a raiz indo-européia men, que exprime uma das funções essenciais do espírito (mens), a memória (memini). O monumentum é um sinal do passado&#8230; é tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação, por exemplo, os atos escritos. O monumento tem como característica o ligar-se ao poder de perpetuação, voluntária ou involuntária, das sociedades históricas (é um legado à memória coletiva) e o reenviar a testemunhos que só numa parcela mínima são testemunhos escritos. As contribuições memorialísticas são sempre bem vindas. Principalmente quando bem ordenadas e expostas de um modo que vão para além dos limites da memória, posto que assentadas sobre um vasto cabedal de erudição.<br />
[/box]</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2005, a cidade de Aracaju recebeu duas importantes contribuições. Do ponto de vista da pesquisa histórica, o Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju, de Luiz Antônio Barreto, contendo informações sobre pessoas, fatos, datas da vida sergipana. A contribuição do engenheiro Fernando Porto no seu livro, Alguns Nomes Antigos do Aracaju, privilegiou a memória. Beco do Açúcar, Água Boa, Rua do Angelim, Anipum, Rua do Araçá, Aracajuzinho, Alto da Areia, Areinha, Aribé, Aroeira, Rua da Aurora, Rua do Barão, Morro do Bomfim, Rua da Cadeia, Canto Escuro, Carro Quebrado, Carvão, Praça da Catinga, Chica Chaves, Ilha das Cobras, Várzea do Coelho, Cruzeiro do Século, Estrada Nova, Praia Formosa, Fundição, Rua do Gaiola, Rua do Ouvidor, Pega P’ra Capar, Raposa, Telha, Vaticano.</p>
<p style="text-align: justify;">A lista de nomes é imensa. São Lugares conhecidos de Aracaju, com nomes que já foram varridos da memória da cidade. Difícil associa-los agora a lugares como a Travessa Deusdeth Fontes, a área da avenida Maranhão onde atualmente está localizado o Aero Clube, a Rua Vila Cristina, a Avenida Rio Branco, a Rua João Pessoa, a Praça General Valadão, ao Iate Clube de Aracaju, a Praça da Bandeira, ao Bairro Industrial, ao Centro de Criatividade, a Avenida João Ribeiro, a Praia 13 de Julho, a Avenida Ivo do Prado.</p>
<p style="text-align: justify;">O jornalista e historiador lagartense Luiz Antônio Barreto nasceu em 1944 e morreu em Aracaju no ano de 2012. Foi diretor de revistas e jornais e editor em Aracaju e no Rio de Janeiro. Foi gestor público e dirigiu o Instituto Nacional do Livro, a Galeria de Artes Álvaro Santos, a Fundação Joaquim Nabuco, a Fundação Augusto Franco e assessorou a Confederação Nacional de Indústria. Foi Secretário Municipal da Educação de Aracaju e foi Secretário de Estado da Cultura e também da Educação em Sergipe.</p>
<p style="text-align: justify;"> O engenheiro de minas e civil Fernando de Figueiredo Porto faleceu em 2005, aos 92 anos de idade. Nascido em Nossa Senhora das Dores, foi prefeito de Própria, professor da Escola Técnica Federal de Sergipe, da Faculdade Católica de Filosofia e da Universidade Federal de Sergipe. Pesquisador do desenvolvimento urbano, são importantes as contribuições anteriores oferecidas por ele em estudos como A cidade de Aracaju, “Os planos de urbanismo e sua aplicação às cidades sergipanas” e “Teófilo Dantas, um intendente de Aracaju”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao publicar o livro no qual Fernando Porto rememorou alguns nomes antigos de logradouros de Aracaju, a Prefeitura da cidade, através da Funcaju, se associou à Sociedade Semear para oferecer uma contribuição primorosa à memória/história da capital do Estado de Sergipe. Em uma bonita edição, a Aracaju da transição do século XIX para o século XX emerge não apenas no leve texto do autor, mas também numa bem cuidada iconografia, que se mostra já na foto da Travessa Deusdeth Fontes no ano de 1937 que aparece na capa do livro.</p>
<p style="text-align: justify;">São 48 fotografias de diferentes espaços. Em Alguns nomes antigos do Aracaju, a memória que aparece não é apenas aquela que remete a uma coleção de curiosidades. Ao apresentar os nomes que agora nos soam estranhos, Fernando Porto revela uma cidade que já não mais é. Fala da dificuldade em identificar a nomenclatura aracajuana primitiva, tanto pela inexistência de documentos escritos quanto pelo esquecimento das diferentes denominações. Remete o leitor a um tipo de realidade “que se manifesta de forma completamente diferente do que acontece nas outras perspectivas da história: a memória”. Em outras palavras, o transporta ao conjunto de comemorações, ao quotidiano, ao sentimento de duração, às coisas que mudam e a tantas outras que permanecem. Fala de história. A toponímia das cidades é provisória, por mais que pareça estável. Avançar em direção ao futuro é muito difícil. O vir-a-ser tritura, apaga os topônimos, produz esquecimentos sob uma voraz sanha mutatória que vai “deslocando para pontos remotos ou de menor valor urbano nomes de logradouros, muitos deles já arraigados na tradição popular” – como afirma o professor Porto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ítalo Calvino nos ensina que “de uma cidade, nós não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas”. O livro aqui examinado nos induz a formular perguntas à cidade de Aracaju, ajudando a conhecer o seu processo de urbanização, as suas formas, a sua intensidade e as suas peculiaridades. Compreender o conjunto de relações sociais estabelecidas no espaço urbano da capital. Um espaço seletivo, no qual as diferentes áreas, cada um dos bairros, possuem equipamentos urbanos distintos, algumas regiões guardando práticas que nem sempre são condizentes com os hábitos sociais mais contemporâneos. Cada espaço com características próprias ao processo da sua expansão, com múltiplas variações de uso urbano nas relações entre as pessoas e o espaço, gerando freqüentes conflitos.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Sejesp articula uma série de investimentos com Ministério do Esporte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2018 12:22:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No esporte, a soma de forças é fundamental para obter resultados. Todos unidos em um só propósito. E não é diferente fora das competições. Para investir no esporte sergipano, a Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp) conta com a grande parceria do Ministério do Esporte, que investiu mais R$ 6 milhões em projetos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No esporte, a soma de forças é fundamental para obter resultados. Todos unidos em um só propósito. E não é diferente fora das competições. Para investir no esporte sergipano, a Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp) conta com a grande parceria do Ministério do Esporte, que investiu mais R$ 6 milhões em projetos como o Programa Esporte e Lazer da Cidade (PELC), Corrida Cidade de Aracaju, construção do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) e o Programa Seleções do Futuro, fomentando assim o esporte em Aracaju.</p>
<p style="text-align: justify;">Na última semana, o ministro do Esporte, Leandro Cruz, visitou Aracaju para realizar mais um grande investimento na capital sergipana: a reforma do Ginásio de Esportes Constâncio Vieira, fruto de uma articulação entre a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEEL), e que trouxe para Aracaju mais de R$3,3 milhões. Além disso, houve uma visita às obras do CIE, localizado no bairro Bugio, e que conta com mais um aporte por parte do Ministério, de R$ 4,8 milhões, neste caso, através da Sejesp, cujas obras estão em andamento desde o último semestre.</p>
<p style="text-align: justify;">O secretário Jorge Araujo Filho visitou ambos os projetos ao lado do ministro. Mais dois grandes passos em direção ao futuro do atleta sergipano. “É muito gratificante ver a nossa capital recebendo tanto apoio por parte do Ministério. Sou extremamente grato pela recepção de sempre do nosso ministro Leandro Cruz, um gestor que entende nossas necessidades e prioriza a solução sempre de um jeito eficiente. Os nossos atletas são os grandes beneficiados e o esporte aracajuano é o verdadeiro campeão”, enfatiza o secretário.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro Leandro Cruz está bastante animado com os novos rumos das políticas esportivas de Aracaju. &#8220;Precisamos casar os dois tipos de investimentos, tanto em infraestrutura, quanto em projetos sociais para formação de atletas. Um não anda sem o outro. E juntos procuramos construir um casamento dessas duas ações. Quando o prefeito Edvaldo me falou do projeto, quando os deputados federais André Moura e Fábio Mitidieri me procuraram, eu me encantei pela iniciativa. E me dedico a desembaraçar toda dificuldade que vem com uma obra desse tamanho&#8221; afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">O deputado federal Fábio Mitidieri, vice-presidente da comissão do Esporte em Brasília, acompanhou a visita ao CIE junto com o prefeito Edvaldo Nogueira e o secretário Jorge Araujo Filho. &#8220;Essas reformas são um sonho para mim. Quando o esporte precisa de força, vem alguém e dá a mão. Estamos aqui juntos para lutar pelo esporte sergipano&#8221; declarou o deputado. E para quem é beneficiado com as ações, como o presidente de Badminton, Wendel de Oliveira, iniciativas como essa são a motivação que a juventude necessita. “Projetos como esses somam aos nossos atletas. Esse apoio acaba incentivando nossa equipe e promove o esporte, trazendo até novos adeptos às modalidades&#8221;, completa.</p>
<p style="text-align: justify;">[box type=&#8221;shadow&#8221; align=&#8221;aligncenter&#8221; class=&#8221;&#8221; width=&#8221;&#8221;]</p>
<p style="text-align: justify;">OS PROJETOS</p>
<p style="text-align: justify;">SELEÇÕES DO FUTURO</p>
<p style="text-align: justify;">Incentivar, desenvolver e democratizar o acesso à formação esportiva na modalidade futebol para crianças e adolescentes, buscando garantir com qualidade o direito constitucional ao esporte, através da implantação de um núcleo de futebol de base para atender a 200 beneficiários.</p>
<p style="text-align: justify;">PELC</p>
<p style="text-align: justify;">O Programa Vida Saudável, na sua essência, visa oportunizar a prática de atividades físicas, culturais e de lazer para o cidadão e cidadã idosos, estimulando a convivência social, a formação de gestores e lideranças comunitárias, a pesquisa e a socialização do conhecimento, contribuindo para que o lazer e o esporte recreativo sejam tratados como políticas públicas e direito de todos, em Aracaju, serão implantados 10 núcleos com capacidade de atender a 2.000 beneficiários.</p>
<p style="text-align: justify;">[/box]</p>
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